Lagarta Lanuda

sexta-feira, outubro 14, 2005

Moleskine #4

Só depois de Marta é que soube que a vida existia. Só depois de esta sessão terminar é que poderei, rindo ou chorando, ter a certeza que vivi. Agora não. Melhor, só vivo quando tiver passado o primeiro minuto, depois de o experimentar e usar como se fosse o último.
A pausa de Marta reverbera no tumulto que estou eu. Ela confessa o mundo aos seus pecados e eu redimo-me. Perdoo-lhe a leviandade. E continua. Eu paro.
Visitou-me esta noite. Pediu-me que a escrevesse ainda. E contou uma história sobre gotas. De tinta? Acordei a fingir e fiz-lhe a vontade.